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I never let this go, but I can’t find the words to tell you. And I don’t wanna be alone, but now I feel like I don’t know you.
I never let this go, but I can’t find the words to tell you. And I don’t wanna be alone, but now I feel like I don’t know you.
Eu to cansada de deitar só pra chorar, querendo deitar pra te abraçar. Eu to cansada de ir pro quarto tremendo de raiva, querendo que algo me mostre que eu estou errada, que não é isso que eu vi, ouvi ou pensei. Eu to cansada de me conformar com a solidão quando queria me conformar em te ter por perto para sempre.
Eu to cansada de suspiros tristes, e de sentir lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu to cansada de passar aulas e aulas escrevendo cartas, a fim de te mostrar em um futuro próximo só para te explicar melhor o que se passa na minha cabeça que fica brigando com meu coração para que ele deixe meus olhos abertos.
Eu to tão cansada de conversas ruins, de dizer tchau querendo dizer: me entenda por favor, por favor eu só queria conseguir, mais você me matou tanto…
Não me culpe, não me odeie, se eu desistir, se eu mudar, se eu fizer você não mais me reconhecer.
Entrei naquele lugar, onde não conhecia nada nem ninguém. Na verdade, confesso que tinha medo de conhecer. Não queria saber do passado daquele lugar pois eu sabia que teria muita lágrima pra exalar depois de o ter explorado cada canto. Mais o pior ainda estava por vir…
Eu deixei tudo para estar ali, eu me deixei para estar ali, e eu permaneci ali. Eu me decepcionei ali, eu me acabei ali, eu quis morrer por estar ali. Naquela festa, naquele lugar eu tive dores que não vão sessar nunca mais, eu me machuquei e foram ferimentos que não cicatrizam, e dói. Mais infelizmente eu não consegui sair dali.
Esse lugar, essa festa, essa bagunça era você!
Acho que as lembranças vivem aprisionadas numa torre, sendo que algumas têm permissão pra sair e frequentar o salão do pensamento. Essas se produzem antes de ir. Ou metem brincos, batom, salto alto, querendo aparece, ou passam base pra suavizar a expressão e preferem ser discretas, delicadas. Já as lembranças que não podem deixar a torre volta e meia escapam. Tentam chegar ao pensamento, mas acabam se perdendo no caminho. Aí ficam vagando. Assombrando. Criando confusão. Por isso o mundo está cheio de loucos…
As lembranças se produzem sim. Sentam na frente do espelho e se retocam inteiras. Tenho certeza. Quer ver só? As pessoas que ficam lembrando e contando, com um certo aperto e dúvida, o passado…a memória deles passou base pra esconder as cicatrizes!